domingo, 31 de outubro de 2010

Cartas que nunca serão enviadas...

É tão difícil falar e dizer coisas que não podem ser ditas. É tão silencioso. Como traduzir o silêncio do encontro real entre nós dois? Dificílimo expressar através de palavras. Olhei para você fixamente por instantes e ocorreu o que chamo de comunhão, a certeza que a nossa história seria escrita naquele momento, momento que até hoje é o meu segredo. Eu não o esperei, mas o destino uniu forças e fez com que os nossos olhares se cruzassem, momentos que já estavam escritos e somente estão se realizando. A nossa história não tem data para terminar, pois sempre podemos recomeçar e percebo o quanto amadurecemos, muitas vezes por situações que nos afastaram, mas sempre recomeçamos mais unidos e mais fortalecidos e percebo também que sempre devemos tirar lições das nossas perdas, que os nossos desejos e prioridades mudam, que sempre devemos eliminar tudo que faz mal, que faz sofrer e sempre analisar aspectos positivos dos negativos, a mudança vem e só é preciso você estar preparado para adaptar-se. Hoje eu percebo que o Parte inferior do formulárioseu humor altera meu humor, a sua felicidade gera a minha, por você compartilhar comigo as suas conquistas, os seus projetos, pela confiança que depositas em mim para contar situações que o aborrecem e o deixam preocupado (detalhes que só nós dois sabemos), por você ter a certeza que eu sou o diferencial em sua vida, pelas minhas qualidades que admiras e fazes questão de expressar, pelo jeito como você me abraça e faz com que eu me sinta amada, pelo jeito que seguras minha mão e me beija, de dizer que me adora, que gostas de mim, baixinho, e isso me faz entender o quanto gosto de você... Eu adoro cada gesto que você me dedica, no jeito como você me olha e fica com raiva, por sempre fazer biquinho, por ficar com ciúmes e por me estressar, por ser tão especial, tão encantador, tão lindo, por ser o meu amor, por me completar, pelos nossos momentos que são tão nossos. Eu não sei o que será da nossa história, eu não sei como iremos conciliar os meus objetivos, que sempre serão minhas prioridades, com os seus, mas espero que o tempo compartilhado seja o melhor, que possamos sempre nos respeitar, que sempre possamos nos ajudar e não deixar que nada interfira na nossa relação.”

“Aqui ou em outro lugar, que pode ser feio ou bonito, se nós estivermos juntos, haverá um céu azul.”



terça-feira, 26 de outubro de 2010

Ou me quer e vem, ou não me quer e não vem. Mas me diga logo para que eu possa desocupar o coração. Avisei que não dou mais nenhum sinal de vida, e não darei. Não é mais possível. Não vou me alimentar de ilusões. Prefiro reconhecer com o máximo de tranqüilidade possível que estou só do que ficar a mercê de visitas adiadas e encontros transferidos. Chega uma hora na nossa vida que a ficha cai e essa hora, na minha vida, acabou de chegar. Sabem aqueles discursos pobres que a gente faz para as amigas, aqueles discursos do tipo: “Por que ele não se decide?” “Eu não mereço isso” “Será a última vez”, pois é... Chega uma hora que a gente entende que tudo acontece simplesmente porque a gente permite que aconteça. Pelo menos a minha realidade é assim. Algumas idas e vindas acontecem, porque eu permiti que elas acontecessem. Mas chega uma hora que você vê que precisa amadurecer, crescer, resolver histórias mal-resolvidas e se não quiserem resolver com você...simplesmente esqueça!Porque você é especial e merece coisas boas, não merece mais aquele discurso infeliz que começa com: “é porque eu não tenho certeza...me desculpa...”. Chega um momento que você tem a capacidade de dizer: “então tá, seja feliz.” Até chegar a esse nível, são muitos os sofrimentos, muitas pancadas, coração sendo destruído e reconstruído inúmeras vezes, mas porque sempre permitimos. E eu não me permito mais, não me permito mas ficar sempre na duvida, não me permito mais viver presa a uma coisa incerta e se por acaso nós nos encontrarmos, será lindo. Se não, nada há fazer....pé na estrada!E VIVA O NOVO!

"Orgulho-me de sempre pressentir mudança de tempo. Há coisa no ar - o corpo avisa que virá algo novo e eu me alvoroço toda. Não sei para quê."

domingo, 17 de outubro de 2010


Eu sempre tive uma relação com as palavras. Uma vez me disseram que “quem escreve se decompõe…”
E sempre foi assim, decompondo-me em pedaços fora de contexto. E o pior é que de tão detalhistas esses pedaços, eu me perco em minhas próprias palavras. Gosto da auto-analise, de me desconstruir e tentar entender cada detalhe de mim, cada versão e saber lidar com as inconstâncias, saber lidar com o meu mundo, tudo o que passa comigo, desde as emoções avassaladoras a momentos calmos.
Meu mundo, que é um bom lugar para me encontrar, o mundo que eu resguardo. Porque não conheço nada além de mim mesma. Eu e todas as coisas que vão além de mim, mas começam em mim.
Quem me dera fosse egoísta. Talvez assim eu não pensasse tanto em várias pessoas e me preservasse mais. Talvez assim eu ainda tivesse pedaços legíveis de emoções. Essas emoções que não são minhas foram impostas por pessoas que passaram pela minha vida. Sou a egoísta que deseja a solidão, que deseja sempre resguardar os meus momentos solitários, minha companhia agradável que me faz sentir tão leve, serena...
Recentemente estava fazendo um flashback das pessoas que cruzaram o meu caminho e pensei, confesso um pouco irritada, o quanto me desarmei e tentei fazer o possível e porque não o impossível, para alegrar e proporcionar nostalgias calorosas e bonitas. Me apego fácil. Gosto fácil. Enjôo rápido. Sumo com facilidade. Esqueço na mesma forma que gosto. Como oferecer um pouco de mim a estranhos, estranhos que desconhecem a preciosidade desse gesto, do significado que tem para mim? E uma vez nas mãos delas, o pedaço poderá nunca mais voltar. Como me tornarei de novo inteira sem o pedaço que essa pessoa levou? Está bom, umas valorizam, pois até hoje permanecem e cuidam de mim, gratificante os meus erros, pois reconheço o valor dos acertos.
Não acredito que escrevi tantas coisas para explicar o quanto está doendo ter perdido outra parte de mim. Escrevi tantas palavras, que passarão batidas, para dizer que está doendo e quando eu acho que que não pode piorar, piora! Que estou tão cansada de manter meu sorriso, de manter esperanças, pois como sempre falam “a alegria vem pela manhã” Estou esperando o amanhecer...
Talvez meus pedaços, espalhados nas mãos das mais variadas pessoas que ofereci, assim, sem pensar direito, talvez não precise delas. Talvez eu consiga ser eu mesma apenas com o que me resta, porque o que eu ofereci eram as partes que menos valiam a pena. O que é bom está guardado e não pode ser oferecido.
Meu espelho quebrado são apenas os reflexos do meu não – pertencer. Mas eu sinto que alguma coisa é estável em mim, e não faz parte desses cacos. É o meu sonhar. E isso ninguém pode tirar de mim.