Resolvi falar sobre um lugar perturbador e ao mesmo tempo silencioso e solitário de Roma: Augusteum. A pilha de tijolos grande, circular e caindo aos pedaços começou a vida como um glorioso mausoléu construído por Otaviano Augusto. Como ele poderia ter previsto a queda do império? A pergunta é porque resolvi escrever sobre esse lugar. Bem, porque fala sobre ruínas, medo, reconstrução e, como isso se faz necessário em nossas vidas. A cidade cresceu ao redor durante séculos, como um ferimento precioso, um coração partido que você não larga porque dói demais. Todos queremos que as coisas continuem iguais, queremos aceitar viver no sofrimento porque tememos mudanças, queremos que as coisas ruins sumam totalmente, mas nós não mudamos, continuamos deixando a vida passar, sem motivações, sem vibrações, sem perspectivas. Augusteum tolerou o caos, foi adaptado, queimado, devastado, mas mesmo assim encontrou um jeito de se reconstruir novamente. Percebi que a vida não é caótica, o mundo que é e a única armadilha de verdade é ficar ligada a isso. A ruína é um presente. A ruína é a estrada para a transformação. Devemos sempre está preparado para as ondas infinitas de mudanças, devemos aceitar o que a vida nos apresenta, sejam situações positivas ou negativas. Enquanto não encerramos um capítulo, não podemos partir para o próximo. Por isso que é tão importante deixar certas coisas no passado. Viva o novo, vamos encarar nossos fantasmas, pois muitas vezes eles são menores do que imaginamos ou fantasiamos. Hoje em dia o Augusteum é um dos lugares mais tranqüilos e solitários de Roma, enterrado bem no fundo no chão...Considero muito reconfortante a resistência do Augusteum, o fato de essa estrutura ter tido uma história tão atribulada e mesmo assim, ter sempre conseguido se ajustar ao caos. Augusteum me alerta para eu não me apegar a nenhuma idéia inútil sobre quem sou o que represento, a quem pertenço ou que função eu poderia ter sido criada para exercer. Sim, eu ontem posso ter sido um glorioso monumento a alguém - mas amanhã posso virar um depósito de fogos de artifício. Até mesmo na cidade Eterna, diz o silencioso Augusteum “é preciso estar preparado para tumultuosas e intermináveis ondas de transformação..."
Thamyres Barros
segunda-feira, 14 de março de 2011
domingo, 26 de dezembro de 2010
Sei que os Teus olhos sempre atentos permanecem em mim e os teus ouvidos estão sensíveis para ouvir meu clamor. Posso até chorar, mas a alegria vem de manhã. És Deus de perto e não de longe, nunca mudaste, Tú és fiel. Deus de aliança, Deus de Promessas, Deus que não é homem para mentir, tudo pode passar, tudo pode mudar, mas Tua palavra vai se cumprir. Posso enfrentar o que for, eu sei Quem luta por mim, seus planos não podem ser frustrados. Minha esperança está nas mãos do grande Eu Sou, meus olhos vão ver o impossível acontecer. Vai se cumprir... ( Toque no Altar - Marca da Promessa)
"Tu és o Deus da minha salvação , És o meu dono, minha paixão , minha canção e o meu louvor."
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Em todas as vezes que brincamos de amar, todas as malditas vezes eu perdi. Perdi e fui humilhada por perder. Perdi minha confiança no mundo, no destino e no amor.
É seu próprio jogo, são suas regras. Como você pode perder?Jogo porque sou uma menina orgulhosa. Porque acho que comigo você pode se transformar em algo que nunca foi. Besteira. Como uma visita a Vegas, onde aposto sempre todas as minhas fichas no número 6, o número da afeição. Sempre caí no número 13. Como uma boba que sempre acredita que desta vez será diferente, dará tudo certo. Nunca dá. Isso me assusta, aos poucos eu vou deixando de acreditar que exista final feliz para mim. Todo amor acaba com meu coração e enfim acabo por me privar de amar, esconder meus sentimentos para que assim ninguém os veja, ninguém os tenha. Sendo assim, ninguém me machucará, a não ser eu mesma, que sei que tenho, mas não ofereço. E cada derrota, me transformo em uma pessoa que não gostaria. Confesso que agora estou jogando esses jogos que sempre perco, usando todas as táticas e estratégias e tudo que sempre odiei, estou vivendo. Estou me tornando. Orgulhosa. Egoísta. Primeiro o que desejo. O que eu posso ganhar ao seu lado. Quando será útil. Tive um professor excelente, e juro que achava que gostava. Viagem, no final, eu também usei, eu também joguei, me cansou, perdi o foco, encontrei um caminho melhor, mas humano, percebi que não é digno de sentimentos verdadeiros. Às vezes a saudade vem, mas quando eu desejo. Pois é, está na hora de jogar...Mas às vezes guardar é tão triste, solitário… Cada vez mais me afasto das pessoas, escondo o que sinto, me sinto pressionada por mim. É assustador como meus próprios sentimentos podem ser tão sufocantes. Mas acredito que ainda assim, é melhor. Protejo o que tenho de mais valioso para quando eu souber o momento certo de voltar a ser quem sou. É a minha defesa. E percebo que viver é arriscar, é sonhar é cair e se levantar. Penso comigo: o tempo é a razão, a ferida cicatrizará e me renderá lições de vida que jamais poderia ganhar de outra forma. Uma ferida que amigos me ajudarão a cuidar e tratar, e assim como a vida me derrubou irei forçar minhas pernas e levantar, para sempre seguir avante, para mostrar ao mundo que eu posso até cair, mas levanto muito melhor e mais forte, amadureço. Vou sempre cair e levantar, mas tirando lições disso tudo, e tendo a certeza que aproveitarei cada segundo dos momentos maravilhosos que tenho e terei. Sublime.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
Cada grão de areia que seus dedos dos pés moviam a fazia feliz. Queria-os só para ai essa noite, e os teria. Desmanchou o rabo de cavalo, deixou os fios negros se armarem, mas não via problema: ali não precisava agradar ninguém. Não importava se estava bela ou não. Caiu na areia, com um movimento gracioso de menina que brinca. Mas na verdade, ela fazia algo mais sério do que brincar. Ela conseguia ouvir o som do silêncio. O mar vinha e voltava, convidando para um mergulho. A lua cheia chorava sua eterna solidão, mas ela fazia companhia, deitada na areia, rolando de um lado para o outro. Tenho certeza de que essa sou eu. Não tenho medo de ser quem sou, de transparecer, de me mover, de deitar quando estou cansada, de olhar para uma luz pálida e ver nela refletida toda a angústia de meu coração. Sou corajosa. Entraria nesse mar frio se fosse necessário. Não preciso de amor. A lua me faz companhia. Sou como uma fênix que desmancha em poeira e se reergue, porque a cada passo, a cada coisa que viro, mutante, esse ser obrigado a se transformar para agradar, para ser submisso, para ouvir e não se impor, para sofrer em silêncio e ser alegre no cotidiano. Se eu pudesse, escreveria uma carta e colocaria nessa garrafa e jogaria no mar, só pra dizer às meninas que elas só se descobrem quando param de ouvir o mundo inteiro. Sou essa só para mim mesma, não preciso de ninguém, por que raios o mundo tenta me moldar ao modo dele para que eu seja algo que não sou? O som do silêncio. Esse me faz enxergar cada pedaço de meus cacos quebrados por um mundo que fere. Lindo o mar. Como Deus é maravilhoso ao ter criado tantas belezas. Olhar e ficar pensando, uma paz invade o seu ser e sente que essa é a maneira de viver, de sentir...nesse momento esquece tudo, sua realidade e imagina como seria sua vida se...esse é o problema, se fosse assim. Mas está feliz, serena, pois está vivendo cada segundo desse dia. Desânimo veio avassaldor, hora de ir...voltar para a casa de praia e encontrar o barulho, as risadas, sua família. Quando chegou, ouviu os gritos:
- Você está toda suja, pare de sujar a casa!Vá tomar banho.
E a cada grão de areia que saia de seu corpo, ela foi esquecendo quem era e lembrando de quem devia ser. O barulho do mundo voltou à sua alma e o som do silêncio foi bombardeado pela voz já conhecida da multidão. Deitou na cama quente, questionando quem era ou o quem devia ser.
Hoje foi um dia relativamente normal. Eu quero dizer … chato. Cruel não ter nada para fazer. Estudei um pouco sobre logística, assisti um filme, depois net, comer, net, deitar, comer e net. Programa muito interessante. Pior dia é domingo...digo porque não gosto de sair, acho que é o momento para ficar em casa e descansar, mas 24 horas é entediante. O que mudou um pouco meu humor foi à conversa com o príncipe, como sempre muito gentil, quatro anos que nos conhecemos, muito especial. Bom, nesses dias de pura chatice, me passam coisas loucas pela cabeça. Fico no meu mundinho e analiso todas as minhas metas, o que falta fazer, o que devo realmente me preocupar e faço a minha lista de prioridades. Ah, teve o processo de estágio na Faculdade do Ideal, estagiar no setor de pós. Desanimei-me quando ela disse o salário e o período de estágio: das 16 até as 22 e aos sábados. Não, muito obrigada, não tenho mais interesse. Fiz um teste, uma redação: Educação e o Mercado de trabalho (que foi horrível, confesso que não caprichei porque não quis) e a entrevista, deixando a modéstia, sou muito boa na comunicação. Teve a facul, só fico de férias da UFPA dia 18, cheia de provas, trabalhos, pior foi à nota de economia: 1,8 valendo 5. Professor filho da mãe, colei toda essa prova, como toda a sala e ele vem com essa nota, minha amiga que passou cola e também colou tirou 2,5. Tem que se aposentar, passou dos 70, ô professor ruim para transmitir conhecimento. Raiva não aprender. Quero férias. Mudando de assunto, festa de confraternização da empresa chegando e casamento da minha mestra, putz, mesmo dia, me virar nos 30 para está nos dois lugares. Preparando-me desde agora hiuahiauh é roupa, cabelo, compras (paguei o meu cartão, que veio altíssimo, só para comprar novamente! EEE administradora, vai longe), mas eu gasto é mesmo, trabalho para isso e o dinheiro é meu, mamãe reclama, diz que só gasto com besteira. Acho isso uma injustiça, pago o meu english, meu plano odontológico, o curso exemplo, compro apostila de concurso, economizando para o conecades e eneade, mas é necessidade também cuidar do meu cabelo, comprar roupas, sapatos, biju, cosméticos...sim, sou mulher caramba!Essa semana está cheia, amigo da onça dia 10, só sei que eu vou sacanear muito com o meu amigo, presentinho maravilhoso hiahiuahiauh amo meus amores da empresa, meus presentinhos. Minhas tardes são ótimas ao lado deles, uma amizade além da profissional. Estou escrevendo e com muita ansiedade, nervosa, preocupada, motivo? Não sei!Acho que ocorrerá algo, porque estou tão serena esses dias, tranqüila e quando fico assim, vem bomba (pessimista zero). Acho que devo gostar de alguém, porque sério, cansa você só ter um carinho e o pior de tudo: se empolgar ou se acostumar com uma pessoa. Cara, isso sempre acontece comigo. Paixão, amor, querer está com a pessoa, pensar nela, ficar preocupada, ligar para escutar a voz, comprar presentes, essas besteiras lindas, não acontece comigo. Finjo a verdade de gostar. Cruel. Mas sei que um dia aparece. Enfim … A preguiça esta ali na cama e me chama para a leitura de um livro, mas antes fazer um brigadeiro. Beijos.
domingo, 31 de outubro de 2010
Cartas que nunca serão enviadas...
É tão difícil falar e dizer coisas que não podem ser ditas. É tão silencioso. Como traduzir o silêncio do encontro real entre nós dois? Dificílimo expressar através de palavras. Olhei para você fixamente por instantes e ocorreu o que chamo de comunhão, a certeza que a nossa história seria escrita naquele momento, momento que até hoje é o meu segredo. Eu não o esperei, mas o destino uniu forças e fez com que os nossos olhares se cruzassem, momentos que já estavam escritos e somente estão se realizando. A nossa história não tem data para terminar, pois sempre podemos recomeçar e percebo o quanto amadurecemos, muitas vezes por situações que nos afastaram, mas sempre recomeçamos mais unidos e mais fortalecidos e percebo também que sempre devemos tirar lições das nossas perdas, que os nossos desejos e prioridades mudam, que sempre devemos eliminar tudo que faz mal, que faz sofrer e sempre analisar aspectos positivos dos negativos, a mudança vem e só é preciso você estar preparado para adaptar-se. Hoje eu percebo que o Parte inferior do formulárioseu humor altera meu humor, a sua felicidade gera a minha, por você compartilhar comigo as suas conquistas, os seus projetos, pela confiança que depositas em mim para contar situações que o aborrecem e o deixam preocupado (detalhes que só nós dois sabemos), por você ter a certeza que eu sou o diferencial em sua vida, pelas minhas qualidades que admiras e fazes questão de expressar, pelo jeito como você me abraça e faz com que eu me sinta amada, pelo jeito que seguras minha mão e me beija, de dizer que me adora, que gostas de mim, baixinho, e isso me faz entender o quanto gosto de você... Eu adoro cada gesto que você me dedica, no jeito como você me olha e fica com raiva, por sempre fazer biquinho, por ficar com ciúmes e por me estressar, por ser tão especial, tão encantador, tão lindo, por ser o meu amor, por me completar, pelos nossos momentos que são tão nossos. Eu não sei o que será da nossa história, eu não sei como iremos conciliar os meus objetivos, que sempre serão minhas prioridades, com os seus, mas espero que o tempo compartilhado seja o melhor, que possamos sempre nos respeitar, que sempre possamos nos ajudar e não deixar que nada interfira na nossa relação.”
“Aqui ou em outro lugar, que pode ser feio ou bonito, se nós estivermos juntos, haverá um céu azul.”
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Ou me quer e vem, ou não me quer e não vem. Mas me diga logo para que eu possa desocupar o coração. Avisei que não dou mais nenhum sinal de vida, e não darei. Não é mais possível. Não vou me alimentar de ilusões. Prefiro reconhecer com o máximo de tranqüilidade possível que estou só do que ficar a mercê de visitas adiadas e encontros transferidos. Chega uma hora na nossa vida que a ficha cai e essa hora, na minha vida, acabou de chegar. Sabem aqueles discursos pobres que a gente faz para as amigas, aqueles discursos do tipo: “Por que ele não se decide?” “Eu não mereço isso” “Será a última vez”, pois é... Chega uma hora que a gente entende que tudo acontece simplesmente porque a gente permite que aconteça. Pelo menos a minha realidade é assim. Algumas idas e vindas acontecem, porque eu permiti que elas acontecessem. Mas chega uma hora que você vê que precisa amadurecer, crescer, resolver histórias mal-resolvidas e se não quiserem resolver com você...simplesmente esqueça!Porque você é especial e merece coisas boas, não merece mais aquele discurso infeliz que começa com: “é porque eu não tenho certeza...me desculpa...”. Chega um momento que você tem a capacidade de dizer: “então tá, seja feliz.” Até chegar a esse nível, são muitos os sofrimentos, muitas pancadas, coração sendo destruído e reconstruído inúmeras vezes, mas porque sempre permitimos. E eu não me permito mais, não me permito mas ficar sempre na duvida, não me permito mais viver presa a uma coisa incerta e se por acaso nós nos encontrarmos, será lindo. Se não, nada há fazer....pé na estrada!E VIVA O NOVO!
"Orgulho-me de sempre pressentir mudança de tempo. Há coisa no ar - o corpo avisa que virá algo novo e eu me alvoroço toda. Não sei para quê."
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