quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Em todas as vezes que brincamos de amar, todas as malditas vezes eu perdi. Perdi e fui humilhada por perder. Perdi minha confiança no mundo, no destino e no amor.
É seu próprio jogo, são suas regras. Como você pode perder?Jogo porque sou uma menina orgulhosa. Porque acho que comigo você pode se transformar em algo que nunca foi. Besteira. Como uma visita a Vegas, onde aposto sempre todas as minhas fichas no número 6, o número da afeição. Sempre caí no número 13. Como uma boba que sempre acredita que desta vez será diferente, dará tudo certo. Nunca dá. Isso me assusta, aos poucos eu vou deixando de acreditar que exista final feliz para mim. Todo amor acaba com meu coração e enfim acabo por me privar de amar, esconder meus sentimentos para que assim ninguém os veja, ninguém os tenha. Sendo assim, ninguém me machucará, a não ser eu mesma, que sei que tenho, mas não ofereço. E cada derrota, me transformo em uma pessoa que não gostaria. Confesso que agora estou jogando esses jogos que sempre perco, usando todas as táticas e estratégias e tudo que sempre odiei, estou vivendo. Estou me tornando. Orgulhosa. Egoísta. Primeiro o que desejo. O que eu posso ganhar ao seu lado. Quando será útil.  Tive um professor excelente, e juro que achava que gostava. Viagem, no final, eu também usei, eu também joguei, me cansou, perdi o foco, encontrei um caminho melhor, mas humano, percebi que não é digno de sentimentos verdadeiros. Às vezes a saudade vem, mas quando eu desejo. Pois é, está na hora de jogar...Mas às vezes guardar é tão triste, solitário… Cada vez mais me afasto das pessoas, escondo o que sinto, me sinto pressionada por mim. É assustador como meus próprios sentimentos podem ser tão sufocantes. Mas acredito que ainda assim, é melhor. Protejo o que tenho de mais valioso para quando eu souber o momento certo de voltar a ser quem sou. É a minha defesa. E percebo que viver é arriscar, é sonhar é cair e se levantar. Penso comigo: o tempo é a razão, a ferida cicatrizará e me renderá lições de vida que jamais poderia ganhar de outra forma. Uma ferida que amigos me ajudarão a cuidar e tratar, e assim como a vida me derrubou irei forçar minhas pernas e levantar, para sempre seguir avante, para mostrar ao mundo que eu posso até cair, mas levanto muito melhor e mais forte, amadureço. Vou sempre cair e levantar, mas tirando lições disso tudo, e tendo a certeza que aproveitarei cada segundo dos momentos maravilhosos que tenho e terei. Sublime.

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